Jovens das Oficinas Querô realizam estreia de seus curtas-metragens na terça (18/12), no Cine Roxy

by Instituto Querô

  • Postado em 14/12/2018

Gravação Vestido de Azul

Ao todo, 4 obras audiovisuais foram realizadas em 2018, por jovens de 14 a 18 anos da Baixada Santista 

Chegou a hora de assistir os curtas-metragens produzidos pelos jovens das Oficinas Querô 2018! Este ano, foram quatro obras audiovisuais produzidas e todo o trabalho de roteiro, direção, produção, filmagem e edição foram realizados por jovens de 14 a 18 anos, de baixa renda e escolas públicas de Santos, São Vicente, Cubatão e Praia Grande. O resultado será visto na terça-feira (18/12), na tradicional Sessão de Estreia do projeto, realizada no Cine Roxy 5 (Gonzaga), às 19h.

Com patrocínio do Banco Votorantim, Brasil Terminal Portuário, thyssenkrupp e CMOC Internacional Brasil, este ano cerca de 600 jovens da região se inscreveram para participar das Oficinas Querô – 1º ano e 40 deles foram selecionados. Durante 8 meses de atividades, após passarem por aulas de produção audiovisual, empreendedorismo e cidadania ao lado de profissionais do cinema brasileiro, os jovens produziram 3 documentários e uma ficção.

Com mais estes 4 curtas-metragens, o Instituto Querô soma 113 obras audiovisuais produzidas em 12 anos de história e 420 jovens capacitados. Até aqui, foram 70 prêmios conquistados em festivais, sendo 17 deles somente em 2018 com os curtas-metragens das Oficinas Querô do ano passado e “Sócrates”, primeiro longa-metragem do Instituto Querô e Querô Filmes com o diretor Alex Moratto.

Curtas-metragens 2018

A ficção Vestido de Azul irá falar sobre arte Drag e bissexualidade na Terceira Idade. No elenco, estão os atores santistas Luiz Fernando Almeida, Eduardo Chagas e a atriz Juliana Freitas, com preparação de Luiz Mário Vicente! O roteiro foi escrito pela jovem Diany de Jesus, que segue na direção em co-direção com o jovem Ycaro Samaniego. “No filme, a bissexualidade é retratada na Terceira Idade, em personagens que já foram casados e redescobriram a sexualidade depois disso, mostrando que você pode se apaixonar por outra pessoa e descobrir novas coisas sobre você, independente da idade”, comenta a jovem diretora.

O documentário “Cidade dos Óvnis”, com direção do jovem Guilherme Alves, relata o aparecimento de Óvnis em Peruíbe. “Queremos mostrar um pouco de todo esse mistério que acontece na cidade de Peruíbe, com depoimentos de pessoas que viram óvnis e acreditam que estes seres extraterrestres procuram por algo que só existe nesta cidade”, conta o jovem diretor.

O documentário “Tempo de Pai” tem direção das jovens Joice Rodrigues e Diany de Jesus, e irá abordar a relação entre Pai e Filha. “Falamos sobre a relação do Edmundo e da Beatriz, que após a morte da figura materna da família, a relação entre os dois se reinventou. A história deles tem uma ligação forte com a gastronomia e abriram uma empresa de bolo de pote, pois cursar gastronomia é o sonho da filha. O Edmundo também tem uma filosofia que diz que ele só é pai até a filha arrumar alguém e seguir sua vida. Por isso o nome “Tempo de Pai”, revelam as diretoras.

O documentário “Sou Pietra”, com direção dos jovens Eric Rizzini e Nicole Zadorestki, aborda a transexualidade por meio de depoimento de uma personagem da região de São Vicente que passa por esta realidade. “O filme vai contar a história da Pietra, uma mulher transgênero que se distingue das demais por sua aceitação forte e precoce”, comenta a diretora.

Homenagem ao cineasta Carlos Cortez

Em 2018, a Instituição se despede do seu diretor e um dos fundadores, o cineasta Carlos Cortez – também diretor do longa-metragem “Querô” – que faleceu dia 6 de dezembro. A sessão de estreia também será um momento para homenagear o cineasta que faz parte da criação da Instituição. Entre as homenagens, está a nomeação da sala de cinema da Vila Criativa unidade Vila Nova, que ganhará o nome de “Cinescola Querô – Carlos Cortez” a partir de 2019, já com aprovação da Prefeitura de Santos.

Carlos Américo Erreria Cortez era casado com a diretora da ANCINE, Debora Ivanov, há 30 anos, vivendo uma história de amor e entrega pelo audiovisual brasileiro. Em 2004, junto à produtora Gullane Filmes, o cineasta junto a produtora e atual coordenadora do Instituto Querô, Tammy Weiss, iniciaram pesquisa nas áreas mais carentes da região portuária de Santos para compor o elenco jovem do longa-metragem “Querô”. Para a participação no filme, os 40 jovens selecionados foram capacitados por meio das Oficinas Querô de preparação de elenco.

Após as filmagens, estimulados pelos talentos descobertos, o cineasta, junto à Gullane e ao UNICEF, desenvolveram um projeto de continuidade, criando as “Oficinas Querô – empreendedorismo e cidadania através do cinema” que há 12 anos transforma a realidade social de jovens da região da Baixada Santista.

Oficinas Querô

Projeto social realizado pelo Instituto Querô desde 2006, é formado por jovens de 14 a 18 anos de baixa renda da Baixada Santista. Com duração de dois anos, no primeiro ano de curso, 40 jovens têm o primeiro contato com o cinema, passando por atividades de formação em produção audiovisual, transformando suas realidades e despertando talentos. Além de cinema, os jovens passam por atividades de humanismo e cidadania, dando voz à juventude para que produzam suas próprias histórias. No segundo ano, passam por atividades voltadas à experimentação no mundo de trabalho, despertando o empreendedorismo. As aulas acontecem de abril a dezembro, na Unimonte, no Cinescola Querô (Vila Criativa – Unidade Vila Nova) e demais espaços culturais da Baixada Santista, com profissionais renomados do audiovisual brasileiro. Mais informações no site www.institutoquero.org e nas redes sociais: Facebook www.fb.com/institutoquero; Instagram (@institutoquero).

SESSÃO DE ESTREIA DOS CURTAS DAS OFICINAS QUERÔ 2018
Quando: terça-feira, 18 de dezembro
Horário: 19 horas
Local: Cine Roxy 5 (Avenida Ana Costa, 433 – Gonzaga/Santos)
*Evento somente para convidados


Produtora Querô Filmes

O Instituto

O Instituto Querô é uma OSCIP, que apoiada pelo UNICEF utiliza o audiovisual como ferramenta para estimular talentos, e ampliar horizontes profissionais para jovens em situação de risco social.

Em nossas oficinas promovemos a inclusão cultural, com aulas de cidadania, humanismo e desenvolvemos o empreendedorismo, resultando em jovens mais conscientes e participativos.