Jovem capacitado nas Oficinas Querô ganha bolsa de estudos na Universidade de Ohio, nos Estados Unidos

by Instituto Querô

  • Postado em 3/09/2018

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Texto de Vitor Vilaverde (capacitado nas Oficinas Querô 2007)

Sou o Vitor Vilaverde, formado na turma das Oficinas Querô em 2007. Há mais de dez anos! E uma experiência que mudou completamente minha vida. Fazer parte da família Querô é um privilégio reconhecido em todo mundo, hoje tenho essa certeza. Durante meu ano nas oficinas, tive aula com diversos profissionais e me lembro como se fosse hoje. Aquele ano, em que entrei oficialmente no mundo do cinema foi decisivo. Era ano de vestibular e, ao final das oficinas tive a oportunidade de prestar vestibular para Imagem e Som na Universidade Federal de São Carlos, na qual fui aprovado graças a um programa de ações afirmativas da faculdade.

Vilaverde (4)Foi um novo horizonte se abrindo. Quatro anos de graduação, conhecendo profissionais e amigos, tendo a certeza que nunca mais sairia do audiovisual. Em seguida, engatei um mestrado na mesma faculdade (queria estudar mais de cinema brasileiro!). Consegui uma bolsa de pesquisa e fiquei três anos desenvolvendo minha dissertação. Tive a oportunidade de viajar para um congresso no México para apresentar minha pesquisa e lá, quando me perguntavam do porquê estudar cinema, a resposta vinha na ponta da língua: por causa das Oficinas Querô. Ainda durante o mestrado, depois de muito estudo, consegui outra bolsa. Dessa vez para fazer um intercâmbio nos Estados Unidos e estudar a representação do jovem no cinema latino-americano. Além do estudo, tirei um tempinho pra conhecer Hollywood e realizar um sonho. Foram quatro meses de muito aprendizado e, ao voltar: uma saudade antecipada da universidade gringa.

Terminei o mestrado e a família Querô mais uma vez se fez presente. Consegui um emprego como assistente da Debora Ivanov (idealizadora do Querô e atual diretora da ANCINE), com a qual fiquei por cerca de seis meses. Foi praticamente um curso intensivo de produção executiva, mercado e, sobretudo, gentileza! Nunca terei como agradecer o suficiente.

O contato com a Debora me levou a trabalhar na plataforma FilmBrazil. Uma importante iniciativa de promoção do audiovisual brasileiro no exterior. Mais uma vez, encontrei pessoas excelentes pelo caminho que me ajudaram a ser um profissional cada dia melhor e mais dedicado. Na FilmBrazil, tive a chance de viajar para Cannes e trabalhar no maior festival de criatividade e publicidade do mundo! Mais um sonho que se concretizava após muito suor e noites sem dormir.

Vilaverde (1)Em seguida, por ironia do destino, fui chamado para trabalhar na Gullane (a mesma produtora do filme Querô). Não tive como não aceitar essa “volta pra casa”. Lá, ajudei a produzir filmes daqueles que anos atrás estavam me dando aula nas oficinas! O trabalho era intenso e o carinho também. Caio e Fabiano Gullane, e toda equipe, são de uma generosidade ímpar.

Mas aquela saudade da gringa permanecia e daí, um contato que tinha feito com uma professora brasileira que mora nos Estados Unidos há muitos anos me fez voltar pra Universidade. A Ísis Barra Costa conhecia o projeto Querô, me conhecia, e estava trabalhando na Ohio State University. Mais uma vez, uma porta aberta pra estudar cinema nos Estados Unidos. Fazer um PhD! Após um ano de estudo, provas, entrevistas, planejamento e muitas dúvidas, fui aprovado e embarquei para estudar e trabalhar na Ohio State! Só com passagem de vinda. Estou curtindo essa universidade gigante com quase 60 mil estudantes, centenas de prédios, cursos e professores. Devo ficar aqui na cidade de Columbus por pelo menos cinco anos pra completar o curso. Quero estudar a representação das minorias no cinema recente.

Contando assim, parece história de filme. Mas, além de muito esforço, dedicação e sorte, acho que a palavra-chave é oportunidade. Hoje, tenho a certeza que uma porta aberta pode levar um jovem a conhecer um mundo!

Obrigado, Querô!

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Produtora Querô Filmes

O Instituto

O Instituto Querô é uma OSCIP, que apoiada pelo UNICEF utiliza o audiovisual como ferramenta para estimular talentos, e ampliar horizontes profissionais para jovens em situação de risco social.

Em nossas oficinas promovemos a inclusão cultural, com aulas de cidadania, humanismo e desenvolvemos o empreendedorismo, resultando em jovens mais conscientes e participativos.