Filme sobre Martins Fontes terá mais 3 exibições em Santos

by Instituto Querô

  • Postado em 30/06/2017

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“Como é bom ser Bom”, filme de curta-metragem que mostra um episódio da vida do médico e poeta santistaJosé Martins Fontes (Santos, 23 de junho de 1884 — Santos, 25 de junho de 1937), terá mais três exibições gratuitas na cidade: no Museu da Imagem e do Som de Santos – MISS (dia 07 de julho, às 19h30 e 20h30), Cine ZN, dentro do Centro Cultural da Zona Noroeste (dia 14 de julho, às 14h00, 15h00 e 16h00), e noCentro Turístico, Esportivo e Cultural Morro São Bento (dia 22 de julho, às 19h30).

Filme – O curta metragem, de aproximadamente 20 minutos de duração, é uma produção independente, cujo projeto foi contemplado pelo 5º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes no Município de Santos, com recursos do Fundo de Assistência à Cultura – FACULT em 2016. Para a viabilização do projeto, o diretor Carlos Oliveira contou com a parceria de vários profissionais das artes e do audiovisual, além do apoio cultural de diversas organizações que cederam figurinos, objetos de época, material de arquivo e espaços para locações, ensaios e suporte à produção. A produção teve a participação de 60 pessoas, incluindo elenco e equipe técnica, além de vários colaboradores, e contou com a facilitação da Santos Film Commission. Como a maior parte das cenas do filme foi ambientada na década de 1930, a equipe esmerou-se na pesquisa histórica, direção e produção de arte. Algumas ruas do Centro Histórico de Santos foram utilizadas como locações.

O roteiro do filme, escrito pelo ator Osvaldo Araújo e o diretor Carlos Oliveira, é baseado em uma história real em que a personagem Dona Nízia (nome fictício), mãe de quatro filhos órfãos de pai, não tinha recursos para pagar o tratamento de uma grave doença. Em seu consultório particular, o Dr. Martins Fontes praticava a verdadeira filantropia, tratando de pessoas de baixo ou parco poder aquisitivo, não cobrando as consultas. Dona Nízia fazia e vendia queijadinhas para sobreviver, e só conseguia “pagar” o seu tratamento médico oferecendo queijadinhas a Martins Fontes. Esta história foi contada a Osvaldo Araújo por seu amigo Durval Siqueira, que, quando era adolescente, trabalhava ao lado do consultório de Martins Fontes e também foi personagem da história.

No filme, um avô (Osvaldo Araújo), passeando de bicicleta pela cidade com seu neto de doze anos (Enzo Gasparin), conta para ele a história de Dona Nízia (Ana Maria Souza) e o médico Martins Fontes (Vanderlei Abrelli). O filme ainda conta com a participação do ator Gilberto Coelho e também do ator adolescente Adauto Luiz, que já participou da novela “Carrossel” e da minissérie “Desencontros”, além de outros trabalhos para TV, cinema e campanhas publicitárias.

Lançamento – O filme foi lançado no dia 23 de junho de 2017 – dia do aniversário de Martins Fontes, na Beneficência Portuguesa. Este local foi escolhido, pelo diretor Carlos Oliveira, para o lançamento, pelo fato de que Martins Fontes considerava o Hospital Santo Antonio, da Beneficência Portuguesa, como a sua segunda casa, onde ele trabalhou como médico e também veio a falecer. O evento, que contou com a presença de cerca de 150 pessoas, fez parte da programação da 11ª Semana Martins Fontes (de 17 a 23 de junho), incluída no Calendário Oficial de Santos e realizada pela Academia Santista de Letras em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. Entre os convidados especiais, esteve presente a dona Edith Pires Gonçalves Dias, biógrafa de Martins Fontes que, com seus 98 anos, fez questão de comparecer.

Martins Fontes – Como médico, Martins Fontes notabilizou-se como conferencista e foi tisiologista (especializado em tuberculose) da Santa Casa de Misericórdia de Santos e destacado humanista. Durante a epidemia de gripe de 1918, tornou-se um dos beneméritos da cidade, desdobrando-se para socorrer os bairros do Macuco e Campo Grande.

Sua obra literária é volumosa, chegando a mais de setenta títulos publicados, em poesia e prosa, além de algumas de caráter científico. É patrono da cadeira nº 26 da Academia Paulista de Letras e da cadeira de número 17 do Instituto Histórico e Geográfico de Santos.

José Martins Fontes escreveu nas páginas da história de Santos, do Brasil e do mundo a fora, as mais belas letras e deixou os mais notáveis exemplos como profissional dedicado à medicina e como ser humano que amou e respeitou o próximo como a si mesmo. O nome do filme (Como é bom ser bom) é o mesmo do poema mais conhecido de Martins Fontes, e também foi considerado o lema de vida deste poeta.


Produtora Querô Filmes

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